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Tristes 24 Anos

Por Fitini, 2006 in Egypt - Dr. Fortunato Da COSTA

É, certamente, uma das mulheres mais belas que já vi: uma pele branca como a neve, sobrancelhas delicadas, umas longas pestanas protegem uns olhos grandes de castanho doce, uma boca de sonho, nariz e rosto perfeitos ao estilo grego e, cobrindo a genial obra de arte, um cabelo preto, forte em contraste com a alvura do conjunto, tingido pelo suave rosa nas faces e lábios encantadores.

Cleópatra, só poderia ter sido assim.

Ninguém diria que é Egípcia. Mas, a história do Egipto prova que os Faraós e seus familiares eram de raça branca em contraste com o resto da população que os servia.

É Médica Cirurgiã estagiária, e foi nessa qualidade que a conheci. Foi médica assistente numa complicada cirurgia que realizei no Outono de 2005. Já, desde as épocas faraónicas que a medicina Egípcia ultrapassa fronteiras e mantem elevados padrões de qualidade a todos os níveis.

Sou um viajante dos quatro cantos do Mundo, um cibernauta real no mundo virtualmente Utópico de Thomas Moore: pois, exactamente, sou um Consultor Internacional. Portanto, uma das minhas aptidões é reconhecer competência profissional onde ela existe. Pois bem, a linda médica estagiária acompanhou a minha convalescença e constatei tratar-se de uma profissional: inteligente, dedicada, responsável, disciplinada, exigente na sua profissão… ou seja, reúne todas as qualidades profissionais e humanas para vir a ser uma excelente médica na sua especialidade de cirurgia.

Presentemente, o seu objectivo de vida até é ser Médica Cirurgiã e… está quase a consegui-lo. Concluiu o curso e estagia em vários hospitais públicos, privados, e clínicas médicas no Cairo: em Heliopolis e Moansin. Finalmente, depois do estágio tem de realizar três provas: duas no Cairo e uma em Inglaterra para se poder lançar, de corpo inteiro, nos meandros da cirurgia médica.

Mas, infelizmente, chegaram os 24 anos de idade, feitos a 30 de Dezembro de 2005. E, os seus pais, acharam que já era altura de por fim a tais sonhos. Assim, no dia de anos, reservaram-lhe uma triste surpresa: disseram-lhe que já era altura de se casar e de parar de estudar, ou de trabalhar. Pois, uma mulher existe para estar em casa a tratar dos filhos, da roupa e das lides da casa.

E, mais… os pais até já têm um NOIVO – piloto da força aérea Egípcia que ela nunca viu mais gordo na vida – e mortinho para se casar com ela. Quer ela queira, quer ela não queira.

E, esta HEIN?!! (Perdoa-me Fernando Pessa).

OS DIÁLOGOS COM A SURDEZ:

- “Mas, afinal porque tenho andado a estudar? Acabei o curso de medicina… e ando a estagiar para quê?” – Perguntou ela.

- “Para nada minha filha! Aliás, por seres mulher, nunca poderias ser uma boa médica e muito menos cirurgiã. Pois, uma mulher existe para estar em casa a tratar dos filhos, da roupa e das lides da casa.” – Ripostou a mãe.

- “Mas como é que eu me posso casar com alguém que não conheço e de que nem sei até se gosto?” – Disse quase a chorar.

- “Com o tempo irás aprender a gostar!” – Respondeu a mãe e o pai.

- “Primeiro preciso de terminar o meu estágio, só depois posso pensar em casamento e em filhos, se me caso agora nunca mais serei médica na vida!” – Argumentou ela, lavada em lágrimas.

- “Não! E se te negares a casar com o piloto aviador da força aérea, proibimos-te de sair de casa, de estudar e até de trabalhar!” – Concluiu o pai.

Não, não estamos na Idade Média. Estamos em pleno Século XXI e isto é uma História Real, num País que se diz evoluído: o Egipto!

Não existe ninguém na família ou amiga que lhe estenda a mão, ou lhe dê uma palavra de conforto. Fugir de Casa? Suicídio? Tudo já lhe passou pela cabeça… A rapariga não sabe, pura e simplesmente, o que fazer…

E, nós? O que devemos fazer? Continuar a subsidiar e a apoiar o desenvolvimento de Países que desprezam os Direitos Humanos desta forma e onde o investimento em educação é assim atirado para o lixo??

O VÉU:

O célebre Véu na cabeça a tapar o cabelo e a Burka, normalmente de cor preta, para cobrir o rosto, o corpo todo e as mãos, tão utilizados no Mundo Muçulmano, não são somente costumes culturais ou religiosos.

O Véu e a Burka são imposições colocadas às pobres das “vítimas” por várias razões:

1. O pai e a mãe acham que para arranjar um bom casamento à filha é preciso manter as aparências de que a filha é uma “Santa + Pura + Jóia” de mulher e, portanto, é preciso escondê-la para que os homens sintam curiosidade em ver o que está dentro do embrulho (a Burka) e para abrir o embrulho precisam de se comprometer com um noivado que é quase, quase casamento.

1.1 A filha é demasiado bonita: então o pai e a mãe precisam de esconder a preciosidade dos olhares gulosos dos homens e rapazes na rua, não vá algum tentar a pobre criatura e beliscar-lhe a reputação.

1.2 A filha é demasiado feia: então o pai e a mãe precisam de esconder o “monstrinho” dentro de um embrulho para que, talvez pela curiosidade apareça algum papalvo que se deixe entalar.

2. O NOIVO, por sua vez, para garantir que não terá concorrência e não será “empalitado” exige que a noiva se esconda totalmente dentro de uma burka preta.

3. O MARIDO, por sua vez, para garantir que não será “encornado” exige, normalmente, que a mulher se esconda totalmente dentro de uma burka preta.

4. A única razão válida para uma mulher usar um Véu na cabeça a tapar o cabelo ou a Burka preta para cobrir o rosto, corpo e mãos é porque: “ELA ASSIM O QUER!! E, jamais por imposição de um tipo qualquer sem capacidade para defender o que é seu.“

No Egipto cerca de 80% das pessoas que usam burka preta a tapar o rosto não são bonitas. E quase 90% das mulheres muçulmanas usam o véu na cabeça a cobrir os cabelos. A classe social mais alta, os tais 10%, não usa véu nem burka. Curiosamente, nos anos 60, 70, e tais… as mulheres no Mundo Árabe andavam de mini-saia e ninguém ouvia falar de véus ou burkas nessa altura.

AS MULHERES VALEM MEIA LECA:

Portanto, nos últimos trinta anos a rigidez (não da religião Muçulmana) mas sim dos homens que a usam está a ser utilizada abusivamente para se protegerem não se sabe bem do quê…

Senão... como se compreende que uma mulher em tribunal conte como meia testemunha? Um homem vale por testemunha inteira, mas para igualar um homem são preciso duas testemunhas femininas, contra.

Se um polícia prende uma prostituta em pleno acto, o cliente masculino funciona como testemunha para incriminar e afundar ainda mais a pobre da desgraçada.

Um homem pode-se divorciar várias vezes da mesma mulher. E, só quando o divórcio é claramente escrito, é que é definitivo.
Nas primeiras vezes é, só de boca, do género:
- “Estamos divorciados, vai para a casa da tua mãe…” – Por exemplo, quando ele precisa de espaço em casa para outras actividades.
Passados uns dias pode telefonar e dizer:
- “Bom mulher, acabou o divórcio. Já aprendeste com a tua mãe a fazer o que te pedi? Sim?! Então já podes vir para casa…”.
Eu, até estou a ver um sorriso maroto na cara do leitor masculino. Dava jeito, não dava? Fale sobre isto com a sua mulher aí em casa e veja se ela está de acordo.

Somente, para concluir: as Heranças. Imagine-se a situação de se ter somente um Filho e uma Filha. O filho recebe dois terços e a filha recebe um terço, da herança dos pais.

Felizmente que existem já Países no Mundo Árabe exemplares na protecção dos Direitos da Mulher: A Tunísia é um exemplo. E Marrocos também está bem orientado.

Mas, o Egipto, por aquilo que se constata neste artigo continua a regredir seriamente nesta e noutras áreas: por exemplo, ninguém pára nos sinais vermelhos, pois está sujeito a levar pancada dos automobilistas que vão atrás. O tráfego no Cairo, mostra claramente o conflito social crescente que se vive no Mundo Árabe:
- Conduzir no Cairo é o pior dos vídeo games, nem a imaginação lá chega.
- Ninguém tem seguros, o bate e foge é o dia a dia: “Sorry e que Alah te conserte o carro…”.
- Ninguém deixa passar as ambulâncias, morrendo os acidentados pelo atraso das mesmas.
- Deixar passar alguém, numa passadeira? Jamais… BANZAAAAI…

O MANUEL JOSÉ:

Felizmente que existe um Português no Egipto que vai equilibrando as emoções e mantendo a populaça ainda controlada, chama-se MANUEL JOSÉ. O já célebre treinado do AHALY, o maior clube de Futebol Egípcio. O seu clube é a maioria da população Egípcia, e têm ganho praticamente tudo o que é jogo.

Eu, nem quero imaginar o dia em que o Manuel José comece a perder jogos ou se vá embora…

ORGULHOSAMENTE SÓ... NAS PIRÂMIDES:

Fitini, 2006 in Egypt

Cairo EGIPTO, 2006

Todos os Direitos de Propriedade Intelectual pertencem a:

Dr. Fortunato Da COSTA
EMail: fitini@fitini.net

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(*) Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net. Visite: Fitini.NET ConsultinG

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