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A Viagem Mais Longa do Fitini Zini

* por Dr. Fortunato Da COSTA

Se eu fosse um piloto de uma companhia aérea qualquer ou um Salesman (vendedor), como um Japonês chamado TOM que conheci no dia 5/Dezembro/2009 no voo da United Airlines de Bangkok para Tóquio, andar de avião seria o pão-meu-de-cada-dia.

Mas, não, não sou nem uma coisa, nem outra. Só, piloto a minha vida e vendo-me a mim mesmo. Sou, simplesmente, um Consultor de Tecnologias da Informação que executa Missões como Agente ao serviço do Banco Mundial, ou da Comissão Europeia, outras vezes para os Bancos Asiático ou Africano, Fundo Monetário Internacional, ou para a Associação de Bancos Comerciais Europeus, ou para as Nações Unidas, ou seja… sou uma espécie de Missionário dos Tempos Modernos que em vez de andar ao serviço da Santa-Cruz ou do Livro Sagrado (a Bíblia) actua como Agente Internacional especializado em Tecnologias da Informação e Telecomunicações.

Já uma vez, uma bela médica Egípcia, me perguntou se eu era Agente Secreto. Ao qual eu respondi que AGENTE talvez… aliás, todos os funcionários públicos são agentes do Estado e ela como médica hospitalar era, também, agente do ministério da saúde Egipcio. Mas SECRETO não, claro que não, só não posso é revelar o conteúdo das minhas missões, por sigilo Ético-Profissional. Ah! Ah! Ah! Agente Secreto?! Essa é boa… As pessoas inventam cada uma.

Pois bem… alguns meses atrás, fiz num mês, mais de 100 000 Km (cem mil kilometros) em aviões.

Durante 2009, estive numa missão para a Presidência da República do Governo do Paraguay e tive outra no Burundi para o Banco Nacional daquele País. Em Maio/2009 tive que executar mais duas outras missões, uma para o Governo da Síria em Damascus e outra para a SADC, a Comunidade dos 15 Países da África Austral, onde tive que desenhar a Arquitectura Telecomunicacional e dos Sistemas de Informação para integrar, em tempo real, os sistemas alfandegários de 15 nações africanas, entre elas a África do Sul, Moçambique, Angola, o Botswana, etc.

Naquela altura, saí de Asunción, Paraguay – via São Paulo no Brasil e Londres em Inglaterra – para Damascus na Síria.
Terminada a missão em Damascus, regressei a Lisboa, via Cairo no Egipto.

Dois dias depois, saí de Lisboa para Bujumbura no Burundi, via Bruxelas na Bélgica.

Duas semanas depois, regressei de Bujumbura a Lisboa, via Bruxelas.

No dia seguinte, parti de Lisboa para Joannesburgo na África do Sul, via Paris em França e a seguir voei para Gaborone, a capital do Botswana. Onde executei duas semanas de missão. Regressei novamente a Lisboa, saindo de Gaborone, via Joannesburgo e Paris.

Mais uma vez, no dia seguinte, parti para Madrid em Espanha, e voei para Buenos Aires na Argentina com destino final, novamente, Asuncion no Paraguay.

Se adicionarmos tudo isto, percorri, em pouco mais de um mês: 100 000Km!

Já uma vez, quando estive numa missão para a Comissão Europeia no Chade (durante a altura dos últimos ataques de rebeldes àquele País) tive de me deslocar ao Egipto, somente por causa de uma reunião de UMA HORA na Delegação da Comissão Europeia no Cairo.

Mas, surpreendentemente o meu “absurdo” record de kilómetros aéreos foi novamente batido entre o final do mês de Novembro e o começo do mês de Dezembro de 2009. Pois tive de me deslocar com urgência a Bangkok, por três dias, saindo de Asunción, no Paraguay e regressar uma semana depois.

Sabiam que não existem vôos da América Latina para Bangkok? Não?! Pois não!! E eu também não sabia.

De modo que no dia 28 de Novembro de 2009, Sábado às 18:00 saí de Asunción no Paraguay, para Buenos Aires na Argentina. De seguida para Washington D.C. nos Estados Unidos, depois para Tóquio no Japão para aterrar, finalmente, em Bangkok na Tailândia na Segunda-feira do dia 30/Novembro/2009 às 23H45Min: TRÊS DIAS DE AVIÔES, ou seja, fiz mais do que a volta ao Mundo.

Agora, estou de regresso. Saí de Bangkok para Tóquio, no Sábado dia 5/Dezembro/2009, novamente para Washington DC, de onde vos comecei a escrever estas palavras, neste organizado e limpo Aeroporto dos Estados Unidos. Dentro de duas horas parto para Buenos Aires e depois para Asunción.

Quando cheguei a Washington D.C. estava a nevar, pela primeira vez vi neve a partir do interior de um avião. Um manto branco cobria a pista, uma paisagem bonita de ver.

O aeroporto de Washington D.C. Dulles é um exemplo do respeito pelos passageiros anónimos que por lá passam. Existem higiénicos dispositivos gratuitos de água fresca para beber, por todo o lado: para os adultos e outro mais baixinho, ao lado, para as crianças ou para a terceira idade.

Depois, o Google associou-se à Boingo e oferece Internet gratuita aos passageiros. Os assentos também são corridos e pode-se dormr, ao comprido. Que mais pode pedir um passageiro vindo de Portugal, ou do Paraguay, ou do Bangladesh? Casas de banho com água quente, agua fresca para beber, dormida e Internet de borla? Se calhar eles, também, queriam uma Loira ou, elas, um Morenaço parecido comigo? Não?!...

Quando cheguei pela primeira vez aos aos Estados Unidos no dia 29/Novembro/2009, ia com uma fome danada, como sempre. Perguntei a dois polícias “Afro Americanos” bem nutridos, gente sábia e certamente conhecedora dos bons lugares dos prazeres da pança ;-) se sabiam onde se podia tomar o pequeno-almoço.

Sorriram e disseram:

– “Sir, walk with us” – Bolas, pensei, ainda agora cheguei e já vou preso.

Nada disso, levaram-me para um dos extremos (gates C) do aeroporto de Washington D.C. onde descobri um espectacular restaurante de sandes e tostas, chamado: POTBELLY.

Os próprios polícias foram-me dando sugestões e eu escolhi o que um deles pediu. Uma super-sandes tostada de ovo, com salsicha e queijo americano derretido e mostarda. Hum… Huuumm! MAAANNN…

E lá comemos o pequeno-almoço juntos, dois Afro Americanos e um Caucasiano Português – nos Estados Unidos agora é ofensivo utilizar as palavras preto, negro, ou branco para definir raças – eu falei de Portugal e do Brasil, onde gabei a nossa cultura, a colinária e as lindas mulheres Brasileiras; sobre a última parte, isso já eles sabiam. Quando lhes disse que um croissant no aeroporto de São Paulo custava US$5, um deles disse: “Those guys should be arrested!”. Foi muito agradável e deram-me, também, os truques para eu poder passar mais 6 horas descontraídas, dentro do aeroporto.

O Povo Americano é uma simpatia, desde o mais simples trabalhador ao mais sofisticado empresário, são provavelmente o Povo mais encantador que conheci, claro a seguir vem o Tailandês e o Japonês, sem esquecer o super elegante e charmoso povo Argentino.

O café mais caro e maior da Starbucks (para aí um litro) no Aeroporto em Washington D.C. custa US$4,5! No Starbucks do aeroporto de Bruxelas custa US$12 (três vezes mais). Um croissant em São Paulo custa US$5 no aeroporto de Washington D.C. US$2 e no aeroporto de Londres também. Os preços de Londres e Washington D.C. são muito parecidos. Os preços nos aeroportos de Portugal e Brasil são uma loucura, refletem claramente a exploração desmesurada dos preços de aluguer ANORMAIS que têm de pagar para poderem lá ter os seus negócios.

A chegada ao aeroporto de Narita em Tóquio dá-nos a particular sensação de que tudo o que está nele é MADE IN JAPAN, desde o mais simples parafuso, ou rebite até às mais sofisticadas colunas de aço, ou dispositivos electrónicos, como écrans de televisão. A sofisticação, vai ao ponto de as sanitas das casas de banho, terem um painel de comando para regular a pressão e a temperatura com que queremos lavar e SECAR os nossos traseiros, depois de feitas as necessidades.

Em Tóquio, quando expliqei a uma Sueca que 10000 Yens eram para aí uns 80 Euros, ela quase que apanhou um ataque cardiaco, porque foi o que ela pagou por um pratinho de Sushi no aeroporto de Narita. Como ela era Loira, o efeito do choque foi mais lento, portanto o coração dela aguentou bem. Se fosse, por exemplo, uma Morena Portuguesa, certamente o chlique, o estertor e o berreiro seriam tais que não só morria ela de ataque cardiaco fulminante, como uns cinco ou dez de susto, por ali à volta. E, sem exageros, porque até fica mal brincar com estas coisas :-)

Por causa dos fusos horários, levei três dias de avião do Paraguay à Tailândia.

Na Tailândia, em três dias consegui fazer tudo o que tinha planeado. Sobretudo graças à gentileza das competentes funcionárias – a experiente Dra. USA NEE e a deliciosa Dra. PATTARA PORN – do Governo da Tailândia que não só me disseram, ao pormenor, o que tinha de fazer como ainda me preencheram todos os formulários que tinha de entregar em Tailandês, uma das Línguas Asiáticas que eu pouco falo, mas nada escrevo. Eu só tive que assinar os formulários que elas próprias me preencheram e imprimiram.

O regresso, foi pseudo-mais-rápido, pois, os fusos horários, agora jogaram a meu favor e assim, só levei dois dias a vir da Tailândia para o Paraguay.

No regresso pelo aeroporto de Washington D.C., lá fui novamente visitar o BARRIGUDO (Potbelly). A malta do Potbelly, quando me lá viu, uma semana depois, fizeram-me uma festa: “Olha o nosso melhor cliente Portunhol!”. Sim, porque para eles os Portugueses e os Espanhóis são a mesma coisa. Somos os tais GUYS (gajos) do BULLFIGHTING (Touradas).

Claro, não posso deixar de vos referir que a chegada ao aeroporto internacional de Buenos Aires é sempre inesquecível, é uma alegria para os nossos olhos. Elas são tantas e tão lindas que o aeroporto parece mais um festival internacional de misses Mundo. Uma simples qualquer vendedora ficaria bem como miss Beira-Baixa, ou miss Estremadura. Já não digo miss Rio de Janeiro, porque aquilo, por lá, é também outra estratosfera em termos de beleza Mulheral? Ou Mulheril? Fico sempre embaraçado… perdão baralhado… Embarasado é grávido em Espanhol ;-)

Pois bem, numa semana fiz duas voltas ao Planeta Terra, ou seja mais de oitenta mil kilómetros (80 000Km). E, sinceramente, espero nunca mais ter de voar tantos kilómetros numa só semana.

Para mim, andar de um País para outro em aviões, hóteis, resorts, restaurantes, piscinas, são parte do meu trabalho, são o meu dia-a-dia. Há muito que todas estas actividades nómadas deixaram de me dar aquele prazer, por que tanto ansiamos.

Realmente… o espírito de contradição acompanha-nos toda a vida – alguns, até dizem que isso é a prova de que somos eternas crianças – pois, queremos sempre o que não temos e sonhamos, melancolicamente, com o que já perdemos.

Sabem quais são as minhas Férias de Sonho? É estar nos TOULÕES, uma simples aldeola no profundo da Beira-Baixa Portuguesa junto da Espanha, sem nada para fazer, sem Internet, sem telemóvel, sem televisão a comer umas RABANAS de tomate com pão Beirão feitas pela minha mãe e depois uma melancia, ou a falar com o TÓ DA TI MARI LOPES, ou com o CHICO CALIBRANCA, enquanto bebo um café numa das nossas castiças tabernas Touloneiras.

Claro que existem outras diversões, como contar formigas, subir às árvores e comer fruta fresca, espantar galinhas (quando se consegue agarrar uma chama-se caçar galinhas), atirar umas pedradas “de raspão” ao galo do vizinho que nos acorda às 5 da manhã, entre outros prazeres que só os sabidos entendem. E… aquele Silêncio… que saudades do Som do Silêncio dos Toulões – lá materializa-se o “The Sound of Silence” dos Paul Simon & Garfunkel – um silêncio tão absoluto que até os ouvidos doem de nada se ouvir.

Ah! E, já agora, aproveito para vos pedir um favor: Nunca digam nada disto ao nosso antigo Presidente da República Dr. Mário Soares senão – devido ao prazer que ele tem por viajar – ainda se vai querer, também, tornar num Consultor Internacional de Tecnologias de Informação e lá vou eu perder os meus records de milhas aéreas.

Asunción - Paraguay, 8/Dezembro/2009

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(*) Dr. Fortunato Da COSTA, Mestre em Estudos Europeus pelo Instituto de Estudos Europeus, Licenciado em Administração Pública e Bacharel em Engenharia é Consultor Internacional Perito em Arquitectura Organizacional e Sistemas de Informação, Empresário, Professor, Formador, Orador em Palestras e Conferências, Escritor, Director da Fitini.NET ConsultinG, podendo ser contactado pelo e-mail: fitini@fitini.net. Visite: Fitini.NET ConsultinG

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